Boca no Trombone

TRÂNSITO EM SÃO PAULO…

São Paulo apresenta um problema comum das grandes cidades metropolitanas: o grande congestionamento em suas principais vias. O transporte na maior cidade do Brasil é um caso grave que afeta diariamente milhões de pessoas, que sofrem para se locomover, principalmente no trajeto casa-trabalho.
Essa problemática é resultado de uma cultura rodoviarista, que sempre priorizou o transporte por veículos automotivos, deixando os investimentos em transportes coletivos de lado. O colapso dos congestionamentos é apontado como um dos maiores problemas da cidade. A maioria da população conhece os problemas, muitos sabem a solução, mas poucos fazem algo para melhorar.

Transportes Coletivos

O transporte coletivo em São Paulo se concentra em metrô, ônibus e trem. Todos eles possuem grandes defeitos, algo que desestimula os passageiros e força muitos a recorrer aos carros como o meio de locomoção.
O metrô, que é considerado o melhor e mais eficiente transporte público de São Paulo, atinge poucos km da região metropolitana e tem seus índices de usuários aumentando a cada dia, logo seu conforto diminuindo. Os ônibus ocupam diversas vias da cidade, com variadas linhas, porém sua situação é parecida com o transporte por trem, precários, há superlotação, má conservação, uma total falta de respeito com o cidadão que necessita utilizar esses tipos de transporte.

Soluções?

Os governos tentam diversas medidas para solucionar esse problema. Recentemente aceleraram a expansão das linhas de metrô, inauguraram parte do Rodo Anel, organizaram linhas de ônibus, implantaram o rodízio de carros, entre outras medidas para combater esse desafio. Porém ainda tomam medidas paliativas, sem os devidos estudos e sem priorizar o transporte coletivo e a população. Nos últimos meses, por exemplo, implementaram uma medida chamada “Revitalização da Marginal do Rio Tietê”, que contraria as preocupações com os transportes coletivos e a mobilidade urbana e que foi crítica no Manifesto dos professores da FAU USP.
Outras medidas radicais como o rodízio de caminhões e as restrições de fretados, são formas de apontar “vilões” para o trânsito problemático de São Paulo. Os primeiros representam apenas cerca 2% da frota da capital e 3,3% no Estado de São Paulo, número relativamente baixo se comparado aos quase 74% de automóveis na cidade (segundo dados do Detran-SP). Os caminhões, responsáveis pelas principais entregas e transporte de mercadorias, foram submetidos a séries de restrições na circulação dentro de um mini-anel viário em São Paulo e agora são obrigados a circular em horários diferenciados, como de madrugada em que a segurança é menor, estende os horários de congestionamentos na cidade e causam mais transtornos para a população com os ruídos e fretes mais caros.
Já diversas restrições para os ônibus fretados surgiram após o grande crescimento deste tipo de transporte, que é realizado por ônibus particulares de turismo que transportam funcionários de empresas. Esse aumento nada mais é do que uma alternativa a trabalhadores que procuram nos fretados conforto, segurança e rapidez no trajeto até o trabalho. Essas novas medidas reforçam a idéia de que o governo ao invés de fiscalizar as leis existentes cria novas.

Transformações a curto e longo prazo

Uma melhor fiscalização aliada a outras medidas pontuais seriam muito eficientes para combater o trânsito em curto prazo. Fiscalizar carros irregulares e desrespeitos ao código de trânsito, alinhar semáforos e aumentar sinalização, melhorar a qualidade das vias seriam algumas dessas providências.
Simultaneamente a essas medidas, é importante investir em intervenções em longo prazo, como aumento das linhas de metrô, qualidade nos transportes de ônibus e trem, incentivo a transportes alternativos, entre outras modificações que possam transformar esse caótico trânsito paulista em algo aceitável e digno para a população.

Por: Thiago Kubo

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2 Respostas para “Boca no Trombone

  1. Primeiro, tem que admitir uma coisa. O rodizio foi organisado para ajudar a industria do carros: Realment, as pessoas que tem dinheiro não vão pegar transporte publico para não ficar apertado, mais vai comprar um outro carro para circular durante seu rodizio.Segundo, o rodizio foi organisado SO para dar a impressão que a cidade tenta fazer uma coisa para o transito, mas na verdade, não faz nada de efficiente.Outra coisa. Isso eh mais um problema politico: demora demais para fazer mais metrô, e não ajuda para conseguir votos nas eleções, e nem ajuda população que vota!Eu demorro 1m30 da minha casa para chegar na faculdade em Paris (morro a 30 km). De carro, poderia demorrar 30h sem transito, 1h à 2h com transito. Porque eu não vou de carro então?? Porque eu não quero participar dessa coisa ridicula que eh o transito: accumulação de 1 pessoa por carro que para uma cidade.Porque eu gosto de ficar apertada (admito que não eh sempre como em São Paulo!)? Porque eu tenho a impressão de viver num lugare aonde as pessoas não tem medo das outras.Então porque eu pega o transporte publico? Porque eu sou uma pessoa humana que não eh egoista que gosta de sozinha no meu carro. Tambem porque não eh tão bombado que em São Paulo (admito). Mas isso pode ser resolvido para a cidade (ao contratio de gastar dinheiro querendo construire aquarium e empliar a marginal), mas não eh isso que os cidadões querem: eles querem andar melhor em São Paulo (coisa IMPOSSIVEL, ou possivel numa cidade igual do "Quinto elemento", com carros que voam hehehe).Junto com a prefeitura, a POPULAçÃO tem que mudar. Como um povo tão caloroso que eh o Brasileiro consegue ser TÃO egoista???E quando vão reformar o esgoto de São Paulo? Numa discusão com uma amiga, ateh pensei que teve que inventar um novo tipo de esgoto para as cidade como São Paulo (rapido de fazer e que não obriga a destruire a cidade inteira).Desculpa, eu sei que meu olhar de fora pode parecer duro, mas eu amo São Paulo, gosto seu povo, e minha revolta existe so porque eu quero que as coisas mudam para essas cidades. O Levi Strauss falou que as cidade do novo mundo, sempre jovens, vivem com uma doença cronica que não se cura enquanto as cidades velhas morrem em silencio. Acho que o mundo não eh tão perdido.

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