Fast Company / Bjarke Ingels

No começo de julho publicamos a capa da revista The Economist que retratava as análises dos arquitetos Bjarke Ingels e Paul Nakazawa sobre as potencialidades do Brasil, principalmente sobre as infra-estrturas para a Copa de 2014 e para as Olimpíadas de 2016.


Agora acaba de sair no site da revista Fast Company a entrevista com Bjarke Ingels, arquiteto do escritório dinamarques BIG, comentando sobre o Brasil.

Na entrevista ele comenta que visitou e se hospedou em uma favela no Rio de Janeiro recentemente.

Leia abaixo alguns trechos traduzidos da entrevista:

O que você vai ensinar em Boston?
Ingels: De 2014 a 2016, o Rio de Janeiro vai sediar a Copa do Mundo e as Olimpíadas. Então nós estaremos procurando por maneiras de transformar o investimento em algo que o Brasil possa se beneficiar em longo prazo. Isso porque, geralmente, as Olimpíadas têm um impacto traumático na cidade-sede: geram “construções-bolhas” que depois dos jogos se tornam espaços vazios para sempre. O engraçado é que quando concordei em dar esta aula, a revista “The Economist” trazia na capa a famosa estátua do Cristo Redentor com foguetes, com a manchete: “Brazil Takes Off.” A economia se tornou uma locomotiva impressionante para a América do Sul, apesar do Rio ter desafios sociais tremendos. Queríamos ver se poderíamos solucionar isso com os investimentos voltados para as Olimpíadas.

Estas soluções poderiam funcionar?
Ingels: Eu e minha namorada fomos de férias ao Rio, e ficamos numa favela pequena de 2 mil habitantes. A razão de termos escolhido lá, ao invés de um
hotel famoso, é que há uma década atrás a SWAT levou sua sede para lá. Ter 600 homens armados tomando café todas as manhãs, de repente, colocaria as
coisas em ordem (sic). Mas o que eu notei é que as favelas, com suas ruas espirais, edifícios aninhados e um labirinto de lojas apertadas, têm um tipo
de arquitetura que é compartilhada pelas partes mais ricas da Itália, como ao longo da Costa Amalfitana. A única diferença é que a Itália tem pintura
branca e o encanamento é melhor. Então, na realidade, as favelas são um modelo desejável de planejamento da cidade. Poderíamos encontrar maneiras de
criar algum tipo de gentrificação onde habitantes novos e velhos coabitassem a área, ao invés de apagar vizinhanças. Isso não seria somente filantropia,
mas também um investimento sadio.

O governo brasileiro está levando este tipo de questões seriamente?
Ingels: Bem, eles vão contratar somente arquitetos locais para o trabalho, mas nós queremos apresentar os resultados do nosso trabalho para as autoridades
locais na forma de um jornal ou revista.

Conte-nos mais sobre em que você está trabalhando em Manhattan.
Ingels: Infelizmente, não posso contar (risos). Mas, para o edifício de apartamentos que estamos projetando, estamos tentando introduzir um novo híbrido
que combina o clássico arranha-céu de Nova York com o tradicional bloco europeu, com um pátio no meio.

No site da revista está a entrevista completa.

Fonte: Arqbacana!

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