Edifício para Empresa de Mineração – Bernardes e Jacobsen Arquitetura – RJ

Localizado em Botafogo, zona sul carioca, este projeto possui como principal elemento o pátio central, inspirado nas imagens de extração mineral, exercida pelo cliente. Contudo, isso é quase um segredo: a imagem externa revela uma caixa sobre pilotis.

Incumbidos do projeto da sede institucional de uma multinacional de origem brasileira que atua no ramo da mineração, os arquitetos do escritório Bernardes e Jacobsen Arquitetura procuraram evidenciar, no adensado contexto urbano do bairro do Botafogo, no Rio de Janeiro, os mecanismos da atividade extrativista. Criaram um edifício articulado por vazio central de grandes dimensões que, contornado internamente por varandas sequenciais de desenho orgânico, agrupadas de forma concêntrica, faz alusão ao desmonte de montanhas e à remoção de terra nas minas. A proposta, que está em fase preliminar de concepção, conquistou o terceiro lugar da categoria projetos na 8ª Bienal Internacional de Arquitetura de São Paulo, realizada em 2009. Seus autores – Bernardo Jacobsen (UFRJ, 2005), Paulo Jacobsen (FAU/Instituto Bennett, 1977) e Thiago Bernardes – mantêm escritório no Rio de Janeiro e em São Paulo.

O programa mescla atividades institucionais, de acesso restrito, a outras de caráter público. Elas foram agrupadas, respectivamente, nos pavimentos intermediários e no térreo/subsolo, além da cobertura panorâmica, de modo a democratizar o acesso e a vista do mar a partir do terreno de generosas proporções. Os escritórios, espaços administrativos e de reuniões ocuparão do primeiro ao terceiro andar, com fachadas de vidro voltadas para o exterior e circulação privativa faceando o perímetro interno, junto às varandas ajardinadas debruçadas sobre o vazio central. Prevê-se que a estrutura principal seja metálica.

No térreo livre – uma grande área em pilotis -, a abertura zenital funcionará como geratriz dos vazios sequenciais dos andares superiores. Seus raios variam de cerca de 15 a 28 metros (na cobertura), o que configura o perfil cônico do vão central do edifício, com projeção quadrada de 65 metros.


A partir do térreo livre se terá acesso à galeria, ao café e ao teatro do subsolo, com capacidade para 1,5 mil pessoas. O andar rebaixado será visível desde a cota térrea graças à abertura de piso que os conecta visualmente.

A morfologia coesa associada à volumetria ortogonal da edificação, inserida em quadra urbana densamente ocupada, tem como contraponto interno espaços fluidos, ventilados, bem iluminados e com ampla área de acesso público. A menor abertura das lajes deverá ser da ordem de 700 metros quadrados, assim como são equivalentes as metragens totais dos espaços privativos e dos de uso público.

Fonte: Arcoweb

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