Dívidas motivaram racha entre Bienal e arquitetos

Foto: stock.xchng

 

O IAB-SP deve cerca de R$ 800 mil para a Fundação Bienal. Por isso, neste ano, a Bienal Internacional de Arquitetura não vai acontecer no tradicional Pavilhão da Bienal, onde acontece desde sua primeira edição, em 1973. Este é o real motivo do racha, a nova proposta da BIA e a exposição de Oslo, que vai ocupar o pavilhão no mesmo período da BIA, vieram só depois. Pelo menos é o que garante uma matéria publicada na Folha de S. Paulo no último sábado, dia 30 de abril.


Um racha financeiro entre a Fundação Bienal de São Paulo e o Instituto de Arquitetos do Brasil está por trás da mudança de endereço da edição deste ano da mostra de arquitetura, que vai trocar o pavilhão de exposições de arte pela Oca, no Ibirapuera.


Será a primeira vez que isso acontece desde que foi criada a Bienal Internacional de Arquitetura, em 1973.

Embora as duas instituições tenham atribuído a problemas de agenda a saída da BIA do pavilhão da Bienal, a última edição do evento terminou sem pagar seus fornecedores nem as contas do espaço onde foi realizada.

Em cartas obtidas pela Folha, os presidentes da Bienal e do IAB, Heitor Martins e Rosana Ferrari, discutem um valor de R$ 164 mil, que os arquitetos devem ao pavilhão desde o fim da oitava edição da mostra, em 2009.

Esse valor é a metade daquele pago por uma empresa que usou o espaço do pavilhão durante a última BIA, numa negociação intermediada pela Fundação Bienal.

No entender da fundação, o montante pago pela empresa para dividir o espaço com a mostra de arquitetura teria de ser dividido entre Bienal e IAB. Mas os arquitetos afirmam que caberia a eles receber o valor total, gerando um desentendimento.


Segundo um levantamento feito pela Folha, o IAB deve ainda R$ 286 mil a outras empresas, além de R$ 353 mil à prefeitura por pagamentos atrasados de impostos -elevando a dívida total da instituição à casa dos R$ 800 mil.


“É uma entidade sem fins lucrativos“, disse Ferrari, presidente do IAB, à Folha. “Vira e mexe a gente está devendo e passando o chapéu.”


Ferrari acrescentou que a dívida da última edição foi causada pela perda de um patrocínio de R$ 1,1 milhão, o que teria cortado metade do orçamento da mostra, e que as dívidas atuais do IAB, negociadas, somam R$ 250 mil.


Alvo de críticas pesadas, a última Bienal Internacional de Arquitetura começou com partes do pavilhão ainda em montagem e não conseguiu negociar o aluguel de todos os seus espaços expositivos até o final da exposição.


Para a próxima edição da BIA, que começa no fim do ano na Oca, o IAB tenta captar R$ 5 milhões, buscando apoio do MinC, do Ministério das Relações Exteriores e da Prefeitura de São Paulo.


Procurado pela reportagem, o presidente da Fundação Bienal, Heitor Martins, não quis comentar o caso. Em nota, sua assessoria afirmou que “a Bienal não comenta o relacionamento econômico com seus parceiros”.


Fonte: Arq!Bacana

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