AECOM vence concurso internacional para o Master Plan do Parque Olímpico Rio 2016

O primeiro concurso urbanístico internacional realizado no país obteve um resultado – literalmente – globalizado. O escritório inglês Aecom – tendo o americano Bill Hanway como arquiteto responsável e em parceira com o brasileiro Daniel Gusmão –, foi o vencedor do Concurso Internacional para o Plano Geral Urbanístico do Parque Olímpico Rio2016. AECOM também é responsável pelo plano geral urbanístico do Parque Olímpico de Londres para as Olimpíadas de 2012.


Veja o video.
A cerimônia realizada no Parque Aquático Maria Lenk, localizado dentro do complexo esportivo que será o coração dos Jogos Olímpicos Rio 2016, contou com a presença de autoridades como o Ministro dos Esportes, Orlando Silva, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, e o presidente do IAB- RJ, Sérgio Magalhães. O anúncio dos três projetos premiados e das três menções honrosas demonstrou o caráter internacional do concurso: nas menções, um escritório brasileiro, um australiano e um português. Na premiação, o terceiro lugar ficou com o projeto assinado pelo arquiteto português Tomás Almeida Fernandes Salgado; o segundo, com um escritório americano, assinado por Ron Turner – associado aos escritórios brasileiro CDC (Coutinho, Diegues e Cordeiro) e MPG (Miguel Pinto Guimarães) –; e o vencedor foi o projeto inglês.
“É um concurso do Plano Geral Urbanístico. Em breve, como foi anunciado pelo prefeito Eduardo Paes, os equipamentos que compõem o Parque serão objeto de concursos arquitetônicos específicos nos próximos meses”, diz o presidente do IAB-RJ, Sérgio Magalhães. Dois cenários foram previstos: o modo Jogos Olímpicos, em que se deve assegurar as melhores condições para a realização das competições; e o modo Legado, que garante a viabilidade da implantação de novos empreendimentos de forma sustentável após as Olimpíadas. O Parque Olímpico tem uma área de1.180.000 m²e vai abrigar disputas de 15 modalidades olímpicas e 11 paraolímpicas. Além dos equipamentos já existentes – como o Parque Aquático Maria Lenk, a Arena do Rio e o Velódromo –, o projeto prevê a implantação de equipamentos temporários (como centro de hóquei, quadras de tênis, vila dos patrocinadores), equipamentos permanentes (laboratório de ciência e esporte; pista de atletismo, pavilhão olímpico, centro de mídia e hotel, empreendimentos residenciais, comerciais e de lazer), além da preservação do sistema de áreas verdes.


Segundo a comissão julgadora, o projeto vencedor se destacou, principalmente, por conta do conceito de operação, o acesso separado para atletas e público, a logística do sistema de transportes, a viabilidade de execução e um via exclusiva para estacionamento. Já no legado que o projeto deixará para a cidade, os destaques foram a preservação ambiental, a viabilidade de manutenção e a preservação da lagoa da região.

“O Parque Olímpico deverá ser um desenvolvimento urbano de padrão internacional, que não só promova o melhor em design, tecnologia, esporte e cultura, mas que também satisfaça necessidades urgentes e vitais intrínsecas para seus moradores, empresas e para o meio ambiente. Lançando mão da nossa experiência queremos assegurar que o investimento e a energia focada na Barra promova o maior benefício possível, a longo prazo”, diz Bill Hanway que, apesar de americano, vive em Londres há 14 anos. É formado pela Universidade de Washington (St. Louis, MO) , com pós-graduação pela Escola de Design da Universidade de Harvard. O trabalho de Hanway é focado em projetos de regeneração urbana, como o replanejamento do centro da cidade de Manchester e o planejamento do projeto de legado das Olimpíadas de Londres.

“Conciliar as necessidades de um palco para um evento esportivo mundial com a criação de uma nova estrutura urbana bem-sucedida e duradoura é um desafio que nossos três Planos Gerais Urbanísticos se propõem a superar ao resolverem às complexidades de grande e pequena escala dos Jogos, permitindo uma abordagem prática e clara na execução do projeto. Nossa proposta é um Parque Olímpico de padrão internacional abrangendo estruturas permanentes e temporárias sobre as quais uma nova rede de ruas e praças da futura cidade irá se assentar”, completa o vencedor do concurso.

Todos os 58 projetos classificados, nacionais e estrangeiros, estarão em exposição na sede do IAB-RJ (Rua do Pinheiro, 10), até o dia 9 de setembro.
Fonte: Vitruvius e Pini




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