2 anos de Ensaios Fragmentados

Hoje o Ensaios Fragmentados completa 2 anos!



Mais de 760 postagens… muitas fotos, vídeos, textos e críticas.
E perguntamos para os autores a seguinte questão: O que faz você estudar arquitetura?



Diego: Comecei a estudar Arquitetura com o interesse voltado para o Urbanismo. Me interessava saber como se produzia o espaço urbano, quem eram seus agentes e também as possíveis saídas para o modelo de cidade que está sendo replicado hoje em dia. Atualmente, esse interesse não diminuiu, mas passou a dividir espaço com o estudo do projeto, arquitetos como Neutelings & Riedijk, MVRDV, OMA, Nieto y Sobejano me fizeram ver a Arquitetura como uma excelente possibilidade de provocação urbana.  

                         




Helô: Fui estudar arquitetura porque gostava de desenhar e da idéia de projetar! Contudo, a Faculdade  me abriu o olhar e me apaixonei pelo Urbanismo. Inclusive, projeto só me fazia sentido se estivesse relacionado com a urbe, tentando resolver os seus problemas. Não entendia mais quem projetava só pelo objeto ou forma… Não que eu não goste de arquitetura, pelo contrário, acredito que ela é instrumento essencial para a construção de cidades mais diversas e interessantes, só não deve ir isolada do contexto…
Leandro: Desde que me conheço por gente tenho grande fascínio pelas cidades e suas construções. Eu desenhava tudo o que via, prédios, casas, obras com seus tapumes e gruas…(não conheci até hoje outra criança que desenhava tapumes!), meu sonho era ter uma cidade em miniatura para poder brincar. Conforme cresci o fascínio amadureceu, descobri a profissão de arquiteto, me formei e hoje posso dizer que sou uma daquelas pessoas que ama a sua ocupação. Ao fascínio inicial foi adicionada uma grande dose de preocupação com a cidade e seus inúmeros problemas e também uma enorme vontade de fazer o que puder para ajudar a solucioná-los, afinal qualquer cidade é e sempre será uma obra de arte inconclusa e aberta onde todos podem interferir. 




Thiago: Comecei a pensar em arquitetura bem cedo… devia ter uns 13 – 15 anos. Na época nem sabia exatamente o que o arquiteto fazia mas nunca imaginei em outra profissão e segui em frente! A arquitetura e urbanismo, como todas as profissões, não se pode parar de estudar… e numa profissão tão ingrata como esta, parar de estudar significa largar a arquitetura! Poder pesquisar bons exemplos em arquitetura, urbanismo, arte, design é um meio de “respiro” num mundo atual e poder divulgar é o que buscamos no Ensaios Fragmentados – fragmentos de diversas áreas que juntos expõem nossas idéias, críticas e reflexões.



Fenando: Decidi, sem querer, ser arquiteto cedo. Adorava e sabia desenhar. Todos em casa me diziam “Você vai ser arquiteto !” Eu mal sabia do que se tratava quando uma experiência marcou minha vida : Meu pai decidiu construir uma casa no interior de São Paulo, e como bom cabeça dura não contratou um arquiteto para fazer o projeto. Ele desenhou a casa em papel quadriculado, me pediu palpites, me deixou sonhar um pouco com o lápis e o papel na mão.. Ah se tudo aquilo tivesse sido construído! 
O momento chegou e eu tive que escolher minha profissão. Com muita hesitação escolhi a arquitetura e desde então compreendi que esse “modo de vida” vai muito além de um papel, uma lapiseira e algumas maquetes! Para mim a arquitetura é um processo que lembra uma orquestra : cada instrumento é de suma importância e ao arquiteto o papel de maestro. Essa profissão é hoje para mim uma mistura de aventura, descobertas, surpresas, frustrações e porque não amor e ódio?

Agradecemos a todos… e pra você, o que te faz estudar arquitetura?

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