9 Respostas para “A (dura) Realidade Profissional dos Arquitetos e Urbanistas do Brasil

  1. Acho que esta questão deveria ser levada ao CAU, pois, até este momento, o CAU tem abordado problemas prioritariamente de pessoas jurídicas. No entanto, acredito que a grande maioria dos arquitetos são funcionários (e não proprietários de escritórios) que deveriam ser contratados, com salários e carga horária adequados. Este é um problema de representatividade da classe. O CAU tem-se mostrado órgão representativo dos interesses de pessoas jurídicas apenas.

  2. É triste ver convertida em números a impressão que todos nós temos, da exploração descontrolada e o crescente depreciamento do profissional Arquiteto. Mais triste ainda é ver isso aqui, e não num diagnóstico do próprio CAU. Não sei nem por que nos inscrevemos no conselho, já que claramente suas atribuições não nos atendem nem um pouco. Às vezes até questiono a função da Faculdade de Arquitetura, já que, como se lê na pesquisa, a maioria de nós termina isolada como desenhista, um curso técnico já serviria. Fico imaginando como seriam nossas cidades se ao menos essa cena se alterasse, nem que fosse um pouco, de forma gradual. Se nem no ambiente de trabalho nossos esforços, estudos, nosso conhecimento específico e o valor do labor profissional são reconhecidos, fica óbvio que da porta pra fora o tratamento é no mínimo o mesmo e que isso provavelmente faz parte do grande problema que é o caos urbano e social que isso aqui virou. Lamentável o estado em que nos colocamos…

  3. O piso salarial de acordo com a Lei Federal 4950-A é de 8,5 salários mínimos para um regime de 8 horas diárias, 1 hora de almoço e 44 horas semanais. O valor da pesquisa está defasado, ou seja é mais precário ainda.

  4. Tem razão Robert.
    Segue abaixo o salário mínimo profissional:

    – Para seis horas diárias trabalhadas, 6 salários mínimos (R$ 4.344,00);
    – Para sete horas diárias trabalhadas, 7,25 salários mínimos (R$ 5.249,00);
    – Para oito horas diárias trabalhadas, 8,5 salários mínimos (R$ 6.154,00).

  5. É verdade Robert, nos encaminhamentos que faremos com essa pesquisa, arrumaremos tal questão.

    Estamos pensando em enviar uma carta (com a pesquisa em anexo) para as seguintes instituições: CAU (Brasil), CAU(SP), Sindicato dos Arquitetos e Ministério do Trabalho.

    Além disso, também queriamos ampliá-la para outros blogs e sites de arquitetura.

    O que vocês acham?

  6. Amigos, boa tarde,

    Trabalhei em um escritório que recebeu DENÚNCIA pelo MT, os agentes foram lá e adivinhem…

    NADA ACONTECEU.

    Os arquitetos lá presentes continuaram sem registro em carteira, benefícios e piso salarial até hoje. Esta denúncia foi feita há cerca de 2 anos atrás. Não sabemos quem denunciou, mas os agentes chegaram a ir até o escritório fazer uma “batida”.

  7. Oi, sou geólogo e vivo uma outra realidade, de mercado aquecido & diverso e profissão solidamente amparada em projetos curriculares bons, bem favorável e complacente com nosso universo de expectativas. Mas minha filha cursa Arquitetura & Urbanismo na USP-S.Carlos. Ela gosta muito de Urbanismo e retornou recente e feliz de New Castle-UK onde fez o CCF nessa área. Diante dos índices mostrados nos gráficos, penso que ela deve ter ficado assustada com o estado da arte. E pergunto: não seria o caso de humildemente sentarem-se e rever modos e meios de formação e colocação profissional? ou humildade é coisa inexistente arquitetos&urbanistas, recém saídos do guarda-chuva dos CREAs?
    Fernando Pina
    Faculdade de Geologia
    Universidade Federal do Pará
    Belém-PA

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