Exposição Memória Mutante – A destruição dos marcos de uma cidade

Mais de 200 fotos do acervo da Casa da Imagem, realizadas entre 1862 e 1972, recriam conexão entre São Paulo e seus habitantes.

trianon Demolição do Belvedere Trianon (1957)

Há pouco mais de 100 anos, São Paulo assistiu o desaparecimento da antiga igreja da Sé e todo o quarteirão em sua volta, operação que marcou o começo das grandes obras destinadas a edificação de uma cidade moderna e cosmopolita. O binômio demolir/construir, repetido no período da verticalização da área central, estendeu-se até a atualidade colocando os espaços públicos e privados em corda bamba, apagando paisagens, pensamento arquitetônico e processos de identificação com o passado.
Coleção de Fotografia Iconográfica do Museu da Cidade de São Paulo

Marginal Tietê – 1972

Com o espaço urbano em constante mutação a importância do registro fotográfico é amplificada. Buscando dimensionar as camadas de memória envolvida desde o surgimento da fotografia de rua em São Paulo, esta mostra propõe uma linearidade de leitura, juntando Militão Augusto de Azevedo (1862) e Ivo Justino (1970). Neste percurso, 210 fotografias pontuam o desaparecimento e surgimento de lugares afetivos da cidade, tais como a demolição do Belvedere Trianon, o incêndio da Estação da Luz, e a construção do Hangar do Campo de Marte.

Em um núcleo especial, construções fabris e exemplos de residências atestam a capacidade transformadora paulista. Todas as fotografias pertencem a Coleção de Fotografia Iconográfica do Museu da Cidade de São Paulo. O gesto oficial de colecionar fotografias na municipalidade se iniciou em 1938, com a aquisição do lote de negativos de vidro pertencente ao fotógrafo Aurélio Becherini, e neste momento fortemente relacionado ao ideal modernista de identificação e guarda de documentos históricos.

Coleção de Fotografia Iconográfica do Museu da Cidade de São Paulo

Construção da Praça Roosevelt – 1970

Juntamente com a criação da Seção de Iconografia, Benedito Junqueira Duarte se encarregou da primeira catalogação das imagens adquiridas e realizou a primeira ampliação da coleção, documentando as atividades do Departamento de Cultura. Também registrou, juntamente com outros fotógrafos que integraram sua equipe, as obras públicas desenvolvidas nas duas décadas seguintes. Mais recentemente, as doações de Marília Azevedo, Araceli Becherini e Celina Monteiro trouxeram importante contribuição para esta coleção especializada na história visual da arquitetura e urbanismo da cidade, que hoje conta mais de 70 mil fotografias, acondicionadas em reserva técnica e disponíveis para consulta on line. A curadoria é da Casa da Imagem.

Local: Primeiro andar da Oca
Endereço: Parque do Ibirapuera – Portão 3
Data: Até 01/02/2015
Horários: Terça a domingo, das 9 às 17h

Fonte: Arfoc-SP

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